sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Gênese

Corria pela casa
Os pés descalços no carpete
Que mais parecia areia
Pois menino
Menino mesmo
Está sempre a bordo
E não só anda
Voa, pula, viaja

Da margem do tapete
Mergulhou
E sumiu
Deixou saudade
Deixou angústia
Deixou a certeza
Ele era meu filho
Que não nasceu

3 comentários:

Elis Zampieri disse...

Lindo, Rafa!
Bjos.

Laura Fuentes disse...

Nossa! Que porrada. Forte e lírico isso. Parabéns.

rogeritoo disse...

Desaparecer em si mesmo. Reler ese hoje com outros olhos. Nasce!