quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Soneto Saudade

A voz que sussurra o prelúdio triste
Que embala dolente o meu padecer
É uma voz ausente que ainda insiste
Carrega a dor que não posso conter

E tal voz latente que ainda existe
Persegue sempre, já tornou-se um ser
Mordaz, ferino, não há quem despiste
O bicho louco que só faz sofrer

Ah, voz mordaz dessa noite calada
Felina, obscura, cruel, sagaz
És monstro feroz de conto de fada

Ou doce cantiga que tanto apraz?
Será que te expurgo, fico sem nada?
Será que te acolho e esqueço da paz?

2 comentários:

Andressa disse...

que lindo! *.*

Sandryne Barreto disse...

Seja lá o que for, não deixe o meu amigo pra trás!

Pronto,Rafa. Saí do protocolo de um soneto, mas foi por amizade...acho que os poetas hão de me perdoar!