terça-feira, 31 de agosto de 2010

Infrinjo

Não me peça para não falar de dor
Sou ser doído
E da matéria professor

Não me peça para não falar de flor
Sou gente olhante
E do olhar um seguidor

Não me peça para não falar de horror
Que sou medroso
E sou filho do pavor

Não me peça para não falar de amor
Pois sou poeta
E como poeta, um infrator

1 comentários:

Sandryne Barreto disse...

Mais que coisa mais lindo, nobre poeta infrigidor! Seja sempre um fora da lei, sorte a nossa! Um cheiro