quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Beijo bandido

O beijo que estala em tépida fronte
É o mesmo que corta a carne gentil
Da pura delícia torna-se fonte
E da chama ardente acende o pavio

Entre dois sentires serve de ponte
Uma passagem onde era vazio
Novas matizes em meu horizonte
Sabor que é tão doce, gosto tão vil

Toque disfarce que faz-se de amigo
Lábio sorrateiro lança seu bote
E o ser que buscava só quente abrigo

Acabou por levar na alma chicote
É da saudade artigo mais antigo
E do meu inferno recente filhote

2 comentários:

Sandryne Barreto disse...

Que lindo, Rafa. Tão singelo, tão doce, tão bonito.

Michelle Dangeli disse...

Seu post = meu momento. Linda poesia Rafa!!