É o mesmo que corta a carne gentil
Da pura delícia torna-se fonte
E da chama ardente acende o pavio
Entre dois sentires serve de ponte
Uma passagem onde era vazio
Novas matizes em meu horizonte
Sabor que é tão doce, gosto tão vil
Toque disfarce que faz-se de amigo
Lábio sorrateiro lança seu bote
E o ser que buscava só quente abrigo
Acabou por levar na alma chicote
É da saudade artigo mais antigo
E do meu inferno recente filhote


2 comentários:
Que lindo, Rafa. Tão singelo, tão doce, tão bonito.
Seu post = meu momento. Linda poesia Rafa!!
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