Tal qual todo tipo de paixão, há no futebol uma incontida atração pelo imponderável. Termos em voga como comprometimento e coerência não fazem parte dos verdadeiros apaixonados pela bola.
Sou dos que gostam de jogadores que chamam a redonda de “meu amor”. Parafraseando Maradona, para esses “a pelota sorri”.
Hoje sou mais Robinho, menos Felipe Melo. Mais Kaká, menos Gilberto Silva. Quero deitar num lençol que encobre o goleiro, admirar a meia lua que sai do céu para os pés de ousado atacante. Vestir um chapéu desses inesperados, olhar zagueiros zonzos. Nosso sisudo comandante não é propriamente um adepto às ditas “irresponsabilidades” em campo, mas ainda assim espero molecagem durante o embate.
Concordo, talvez nunca antes na história deste país existiu uma defesa tupiniquim tão sólida. Mas não há quem compre uma camisa da seleção e mande colocar o número quatro nas costas. Ah, nosso sonho é povoado pelo dez de Pelé e Zico. Pelo nove de Careca e Ronaldo, pelo onze de Romário.
Amanheci amarelo e quero um jogo mais colorido. Cara feia nem sempre mete medo, habilidade em excesso, sim. Vamos, meu Brasil, o adversário é fraco, a ansiedade é grande. Esperei quatro anos, discordei na convocação, porém agora estou incondicionalmente com você.
A trilha sonora da vitória será ouvida num aparelho de som Made in Korea. Só o que espero é um futebol Made in Brazil.
terça-feira, 15 de junho de 2010
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1 comentários:
Eita, Rafa. Transmissão de pensamento mesmo. Cheguei do trabalho em cima da hora, acabo de ver o jogo...bemmm, vamos pra próxima. De forma prática, vamos pelo lado de que conquistamos os 3 pontos e um saldinho de gol. Santo empate de Portugal e Costa do Marfim. Enfim, vamos adiante. Xero
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